domingo, abril 22, 2018

Membro do Hezbollah participa de evento na sede governo paulista





por Jarbas Aragão (do Noticias Gospel Prime).

  ➤Bilal Wehbe é o principal nome do grupo terrorista libanês na América do Sul

A ligação dos partidos de esquerda com islâmicos radicais não são novidade na América Latina, vários expoentes do “socialismo bolivariano” como os ex-presidentes Hugo Chavéz (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), intensificaram essa aproximação em seus governos.

Esta semana, o sheik xiita Bilal Mohsen Wehbe, principal nome do grupo terrorista Hezbollah na América do Sul, esteve entre os convidados de um evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo

As imagens da cerimônia na terça-feira (17) mostram-no na mesa onde o governador Márcio França (PSB) ocupava a cabeceira. Também é visto em fotografias do evento ao lado de diversas autoridades, incluindo o próprio governador.

Questionado, o governo de São Paulo justifica que “a comitiva foi definida pela Associação dos Empresários Libaneses do Brasil, sem qualquer interferência do Palácio dos Bandeirantes”. Essa entidade é presidida por Issam Sidom, que também estava no local.

      ➤Presença preocupante

Nascido libanês, mas naturalizado brasileiro, Wehbe é considerado o “embaixador” do Hezbollah. Ele ocupa o cargo desde que Mohsen Rabbani fugiu da Argentina, acusado de ser o mentor do atentado conta a sede da Associação Mutual Argentina, em 1994, na capital Buenos Aires.

A autoria da explosão de um carro-bomba, que deixou 84 mortos, foi atribuída ao grupo Hezbollah, a quem Wehbe representa. Desde 2010, o nome do libanês-brasileiro é parte de uma lista do governo dos Estados Unidos que identifica pessoas responsáveis pelo financiamento e suporte ao terrorismo.

Para o Departamento do Tesouro americano, trata-se de um dos principais nomes do Hezbollah atuando na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Após ter enfrentado problemas legais no Paraguai, Wehbe mudou-se para São Paulo, onde comanda a mesquita do bairro do Brás.

“É preocupante ver um membro do Hezbollah ter acesso aos mais altos níveis do governo. São internacionalmente conhecidos os vínculos dessa organização com o contrabando e o tráfico de drogas na região da Tríplice Fronteira e os efeitos sobre o Brasil. Seria prudente que os governantes se cuidassem melhor para evitar dar legitimidade para extremistas”, avalia o especialista em segurança Emanuele Ottolenghi, da Fundação para Defesa das Democracias, sediada em Washington.

Entre as muitas denúncias de Ottolenghi no Congresso dos Estados Unidos estão os vínculos do Hezbollah, cujo representante brasileiro é Wehbe, com o PCC, visando o envio de cocaína para o Oriente Médio.
A comunidade libanesa no Brasil é antiga e conta com várias pessoas influentes, incluindo diversos parlamentares de origem libanesa, além do próprio presidente da República Michel Temer.


ENTENDENDO O ATENTADO À AMIA

➤Na segunda-feira de 18 de julho de 1994, às 9h53, um furgão branco carregado de explosivos se chocou contra o prédio da Associação Mutual Israelita da Argentina (Amia), em Buenos Aires, matando 85 pessoas e ferindo 300. Foi o maior episódio de terrorismo da História do país. Dos mortos, 18 estavam na rua ou em edifícios próximos.

➤A principal suspeita recaiu sobre o Irã, acusado de dar apoio estratégico para o Hezbollah organizar o atentado. Os dois negam. O ataque teria sido realizado por Ibrahim Hussein Berro, um militante do grupo que tem uma placa em homenagem ao seu martírio no Líbano. Mas segundo o Hezbollah, ele morreu em conflitos com o Exército israelense. Membros da polícia de Buenos Aires também foram considerados suspeitos, mas depois foram inocentados.

➤Em outubro de 2006, um juiz argentino emitiu um mandado de captura internacional contra oito autoridades iranianas, entre elas o ex-presidente Ali Bahrami Rafsanjani (1989–1997). Em resposta, o procurador-geral do Irã pediu a captura do promotor e do juiz responsáveis pela ordem, afirmando que o pedido contrariava a lei internacional.

➤Em setembro de 2007, o então presidente da Argentina, Néstor Kirchner, denunciou diante da 62ª Assembleia Geral da ONU a falta de cooperação do Irã nas investigações. “Lamentavelmente até hoje o Irã não ofereceu a total colaboração pedida pela Justiça argentina.” Teerã, por sua vez, acusou Kirchner de agir pensando na eleição e sob a pressão de "forças sionistas".
➤Em janeiro de 2013, os governos de Cristina Kirchner e de Mahmoud Ahmadinejad assinaram um Memorando de Entendimento Argentina-Irã, que incluía a criação de uma Comissão da Verdade, composta por cinco juízes que não fossem nem da Argentina nem do Irã e dois membros de cada país. O acordo gerou controvérsia, com temores da comunidade judaica argentina de que Buenos Aires estivesse evitando levar os suspeitos a julgamento. Em maio de 2014, o acordo foi considerado inconstitucional pela Justiça argentina.
➤Em maio de 2013, o promotor Alberto Nisman emitiu um novo parecer, com mais de 500 páginas, acusando o Irã de infiltrar agentes na América do Sul para patrocinar atos terroristas em países como o Brasil, Chile e Guiana. No mesmo mês, dois dos suspeitos iranianos foram anunciados como candidatos para as eleições presidenciais do Irã.(informações de O Globo)
➤➤➤- Em janeiro de 2015 o promotor Alberto Nisman foi encontrado morto em meio a uma poça de sangue no banheiro de seu apartamento. Alberto Nisman divulgaria um relatório contra o governo da presidente Cristina Kirchner. A pericia concluiu que ele foi assassinado.

sábado, abril 21, 2018

1964 e a atuação da KGB no Brasil





por João César de Melo(*).





  ➤“O golpe começou em Washington” 

É uma das frases mais infames produzidas pela esquerda. A partir dela, outras tantas foram criadas para consolidar no imaginário popular o golpe e a ditadura militar como obras dos Estados Unidos.



De tão repetida nos jornais, nas escolas, nos palcos e nas conversas de bar, ela se tornou uma “verdade” brasileira, transformando a narrativa sobre o golpe de 1964 na mais importante peça de propaganda socialista no Brasil, utilizada até para sustentar a narrativa contra o impeachment de Dilma. Esse absurdo precisa acabar.



Em primeiro lugar, devemos saber que a infame frase “O golpe começou em Washington” foi lançada como título de um livro de Edmar Morel. Quem é ele? Ex-agente da ditadura fascista de Getúlio Vargas e funcionário do famigerado Serviço de Imprensa e Propaganda, o órgão de censura da ditadura. Em 1952, a convite da União Soviética, Morel passou uma temporada em Moscou. Naquele ano, os comunistas mantinham cerca de 3 milhões de pessoas em campos de trabalhos forçados, já haviam matado centenas de milhares de opositores e pessoas vistas como potenciais ameaças à “revolução” e, por causa dos confiscos e deportações para a Sibéria, mais de 10 milhões já haviam morrido de fome ou frio.



Esse era o regime que inspirava o autor de um dos mais importantes livros da literatura socialista brasileira.

Se o perfil ideológico dele espanta, tente assimilar isso: “O Golpe Começou em Washington”, livro apresentado como documento investigativo e histórico, foi escrito, produzido e lançado ao público apenas um ano depois do fato objeto da obra. Um ano! Um ano numa época em que não havia informática e Internet, ou seja, todas as pesquisas eram feitas diretamente nas bibliotecas e nas fontes de informação.

O livro de Edmur Morel é baseado apenas em uma “prova”: a transcrição de uma conversa em que o embaixador americano Lincoln Gordon pede ao presidente americano Lyndon Johnson que tome alguma providência sobre o risco de guerra civil no Brasil.

1 – A conversa ocorreu em 31 de março, quando as forças militares brasileiras já estavam nas ruas e João Goulart fazendo as malas para ir embora. Que conspiração foi essa em que o conspirador se mostra surpreso com os fatos?
2 – Como “conspiradores”, os americanos não deveriam continuar quietos, apenas influenciando os fatos?
3 – A frota estava destinada a chegar no Brasil onze dias depois do golpe. Ué?! Os americanos chegariam atrasados no golpe orquestrado por eles mesmos? Pior: a frota sequer chegou ao Brasil. A notícia de que não havia qualquer registro de instabilidade civil fez o governo americano abortar a missão.
4 – Era uma obrigação constitucional do governo dos Estados Unidos enviar tropas a qualquer região onde encontram-se cidadãos e empresas americanas em risco. Ou seja: a “mobilização” de tropas apenas cumpriu um protocolo.
5 – As forças “mobilizadas” não eram suficientes nem para ocupar a cidade do Rio de Janeiro, quanto menos um país do tamanho do Brasil em guerra civil.

Em resumo, o livro de Edmur Morel foi nada mais do que uma obra ficção.

Quando um sujeito da esquerda diz que você precisa “ler livros de história”, é a esse tipo de publicação que ele se refere.

Os cinco argumentos listados acima já são o bastante para desmoralizar o livro de Morel, porém, o verdadeiro massacre está no livro “1964, O Elo Perdido – O Brasil nos arquivos do serviço secreto comunista”, do brasileiro Mauro Kraenski e do polonês Vladimir Petrilák. Uma obra escrita a partir de uma pesquisa de 25 anos nos arquivos da StB, o serviço secreto da antiga Tchecoslováquia. Preste atenção: 25 anos de pesquisa!



No livro, os autores primeiro descrevem o que era a Tchecoslováquia: um país tomado pelo totalitarismo comunista e que seguiu fielmente a cartilha soviética de extermínio da oposição por meio de prisões e fuzilamentos em massa.

Segundo documentos oficiais, o país de 14 milhões de habitantes teve mais de 200 mil pessoas enviadas a campos de trabalhos forçados e 100 mil assassinadas por “crimes políticos” que incluíam simples opiniões.

Para efeito de comparação, durante a ditadura brasileira − período em que a população brasileira chegou a 80 milhões – os militares assassinaram 434 pessoas por razões políticas, de acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV).



Depois de descrever a Tchecoslováquia da época, Kraenski e Petrilák esclarecem sobre a subordinação da StB (Štátna bezpečnosť, “Segurança do Estado”, serviço secreto tcheco) à KGB (Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti, “Comitê de Segurança do Estado”), o serviço secreto da União Soviética.

A StB atuava livremente no Brasil. Durante a Guerra Fria, a Tchecoslováquia não era vista como inimiga, o que dava liberdade para seus agentes circularem, se relacionarem com brasileiros e obterem informações sem despertar suspeitas. O resultado foi a infiltração de dezenas de agentes tchecos que recrutaram centenas de brasileiros a partir de 1952. Tudo, absolutamente tudo, registrado metodicamente. Em outras palavras: a StB era, de fato, a KGB no Brasil, dado que todas as diretrizes da agência tcheca eram definidas em Moscou.



Segundo os documentos levantados pelos autores, a rede de agentes costurada pela StB contava com pessoas em todos os níveis da sociedade e do estado. Jornalistas, editores, empresários, ativistas nacionalistas, altos funcionários estatais, parlamentares, governadores e pessoas próximas aos presidentes Jânio Quadros e João Goulart.

➤O serviço secreto comunista infiltrou-se, já naqueles tempos, nas organizações de defesa das mulheres, dos negros e da reforma agrária.

Os autores apresentam ainda documentos e depoimentos de ex-agentes sobre como os comunistas se infiltraram na Igreja Católica, principalmente a partir da criação da “Teologia da Libertação”, um projeto da KGB que teve como objetivo instruir cristãos no marxismo e insuflá-los à revolta armada.

A partir de 1960 − principalmente por causa do golpe comunista em Cuba − o material reunido sobre o Brasil e a rede de agentes deram sustentação para a StB iniciar um trabalho de desinformação contra os Estados Unidos e a favor de Cuba e das ideias socialistas. Para tanto, a agencia financiava jornais, escritores, colunistas, revistas e editoras. Sem qualquer pudor, mentiam. Mentiam muito.

Destacam-se no livro os arquivos da própria StB sobre a falsificação de documentos contra os Estados Unidos e a facilidade com que eram plantados na imprensa graças aos jornalistas e editores que trabalhavam para o serviço secreto tcheco.

O resultado, devidamente reconhecido e registrado pela StB – e percebido até nos dias atuais − foi a instalação de um profundo sentimento anti-americano em grande parte da população, substituindo no imaginário das pessoas a opressão e a fome imposta pelos regimes socialistas por fantásticos números sobre educação e saúde.

O trabalho da StB era meticuloso tanto na obtenção de informação quanto na seleção de seus agentes. A agencia recusava pessoas diretamente ligadas a organizações ou governos reconhecidos como socialistas, preferindo recrutar os “isentões”.

Assim como vemos hoje dezenas de jornalistas e personalidades “apartidários” que estão visivelmente alinhados às pautas petistas, durante as décadas de 1950 e 1960 os contratados da StB não demonstravam publicamente qualquer afeição ao PCB ou a Cuba, formando um “movimento social que deveria causar a impressão de independência e fingir não ter nada em comum com qualquer coisa suspeita aos brasileiros habituados à democracia” nas palavras dos autores (pag. 239).

O esforço de desinformação promovido pela StB tinha um objetivo: alimentar o anti-americanismo como forma de justificar a existência de movimentos de “libertação nacional” baseados nas retóricas anticapitalista e anti-imperialista, gerando uma revolta popular contra um governo acusado de estar “a serviço dos Estados Unidos”; a frente dessa revolta estariam os comunistas brasileiros devidamente instruídos, treinados e armados. Noutras palavras: os comunistas tentavam criar uma guerra civil para implantar uma “ditadura do proletariado” no Brasil.

Segundo os documentos levantados pelos autores do livro, o plano foi frustrado pela movimento das tropas militares em direção ao Rio e fuga de Jango (31 de março), deposição de João Goulart pelo Congresso Brasileiro (2 de abril) e posterior posse (15 de abril) do marechal Castelo Branco, então Chefe do Estado-Maior do Exército.

É verdade que João Goulart era um homem inclinado à esquerda, porém, as relações econômicas que ele firmava com os Estados Unidos eram suficientes para fomentar os movimentos comunistas da época.

A relação entre os registros da StB e o material que ela despejava na imprensa deixa claro que o serviço secreto tchecoslovaco mentia para o povo, mas não para si mesmo.

As centenas de agentes que atuaram no Brasil levantaram absolutamente todos os detalhes da sociedade, da cultura, da economia e da política brasileira. Das marcas mais populares de produtos do dia-a-dia dos brasileiros às relações mais íntimas entre pessoas do alto escalão do estado brasileiro, eles sabiam de tudo. Sabiam de detalhes de contratos de grandes empresas estatais. Conheciam segredos diplomáticos. Sabiam o nome dos brasileiros treinados em Cuba para integrar a revolução armada que estava sendo organizada no Brasil, no ano que antecedeu o golpe militar. Descobriram, inclusive, que a KGB e os serviços secretos de Cuba e da China também tinham seus próprios agentes no Brasil, atuando em missões específicas e independentes.

Os agentes da StB só não conseguiram descobrir um único agente americano. Nas dezenas de milhares de pastas que registraram a atuação dos tchecos no Brasil, não há uma única menção a uma “conspiração” americana antes e depois de 1964. Ao contrário. A própria StB reconhece a ausência da influência americana no governo brasileiro da época.

O serviço secreto tchecoslovaco reconheceu ainda a forma pacífica com que o golpe foi realizado e afirma que a guerrilha comunista no país contou com o financiamento da China e de Cuba. A StB chegou a comparar a repressão da ditadura militar com a que vigorava no bloco socialista: segundo seus agentes, a repressão no Brasil era muito leve e, em certos casos, “cômica”.

Em resumo, o livro “1964, O Elo Perdido – O Brasil nos arquivos do serviço secreto comunista” evidencia duas singularidades:

➤1 – Quando os socialistas acusam a “direita” de planejar um golpe é porque eles já estão organizando um golpe;
➤2 – O socialismo é, em essência, um grande golpe de marketing.

As “maravilhas” da revolução cubana. A “sanguinária” ditadura militar brasileira e os ideais de “liberdade e democracia” que moviam as pessoas que lutaram contra ela. Os “avanços sociais” promovidos pelo PT. O “golpe de 2016” (O Curso sobre o Golpe de 2016 é a prova de que ele NÃO EXISTIU). A ladainha do “condenaram Lula sem provas”. Tudo isso faz parte de um mesmo esforço de desconstrução da realidade em favor de um fantástico “socialismo e liberdade” que nunca existiu nem na teoria e nem na prática.

Passado um século desde a “revolução” russa, os socialistas não deram uma única razão para confiarmos neles. Nunca conseguiram se manter no poder sem o uso da tirania. Os “pregadores da paz” foram os maiores assassinos da história. São os “progressistas” que não têm um único exemplo de progresso para citar.



(*)João César de Melo - Artista plástico formado em arquitetura, acredita no libertarianismo como horizonte e no liberalismo como processo, ateu que defende com segurança a cultura judaico-cristã, lê e escreve sobre filosofia política e econômica.



Fonte - Ilisp.org








quarta-feira, abril 18, 2018

Há tempos a imprensa virou um organismo parasitado por esquerdistas




por Marlos Ápyus(*).

O jornalismo que endossa o discurso dos próprios algozes é um atraso que merece ficar no passado

Enquanto Lula adiava a própria prisão encastelando-se em São Bernardo do Campo, membros da imprensa foram agredidos às dúzias por militantes que, mesmo minguados, tentavam tomar as ruas do país. Na ocasião, o Sindicato dos Jornalistas de SP emitiu uma nota repudiando as agressões. Mas, mesmo no alvo de ataques tão intensos, a entidade endossou o discurso dos agressores:
 ➤  Essa situação lamentável é resultado também da política das grandes empresas de comunicação, que apoiam o golpe, e que adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares.

A nota chegou ao cúmulo de exigir liberdade ao condenado

Para impedir que casos de agressão e tentativas de censura se repitam é preciso que se retome a democracia, o que só será possível com Lula livre e com a garantia de o povo brasileiro poder votar legitimamente nas eleições de 2018.

Nada disso, contudo, é surpresa para quem se acostumou a ler a entrelinhas do noticiário. A imprensa se vende como livre. Mas há tempos – e é difícil precisar quando a situação chegou a este ponto – não passa de um organismo parasitado por militantes de esquerda. Que não noticiam, mas trabalham narrativas em benefício de uma agenda política. E que têm na nota do sindicato paulista um de seus atos mais explícitos.

Durante a jornada ao cárcere, Lula não se cansou de culpar a Rede Globo, com direito a notas do PT oficializando o posicionamento e promessas de censura (sempre camufladas pelo eufemismo “regulação dos meios de comunicação”). Nada disso impediu o Jornal Nacional de ter um apresentador em lágrimas na noite em que o ex-presidente finalmente se entregou.

Porque o jornalista esquerdista sabe que a censura não o atingirá, afinal, vive a defender a esquerda. Sabe que a mesma medida tomada na Venezuela de Hugo Chávez atingirá apenas adversários políticos. E evitará que o trabalho de investigações como a da operação Lava Jato não ganhe o destaque que interessa ao país.

O petismo e suas linhas auxiliares insistem na narrativa da perseguição pois de fato são alvo de manchetes negativas. Mas, salvo raras ocasiões, não por obra do olhar atento da imprensa, mas pelas colaborações de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público. Mesmo o triplex, explorado hoje como um case de sucesso de um jornalismo que se quer isento, veio a público com o foco oposto, afinal, mostrava o então presidente da República como vítima de uma obra inacabada.

Tamanho aparelhamento, claro, não é exclusividade dos veículos de comunicação. É, sim, o padrão dos formadores de opinião mais tradicionais, estejam eles num palco, num sindicato ou em qualquer movimento de classe. E parece ter origem acadêmica – ou o primeiro ambiente que a esquerda sequestrou.

A popularização da internet abriu espaço para que vozes independentes peitassem o discurso vigente. Se não tinham a estrutura profissional para lutarem contra tanta narrativa, tinham ao menos a verdade ao lado. E o estrago foi tamanho que a mídia reagiu no padrão esquerdista: atacou a reputação – denunciando-os como mentirosos – e tentou silenciá-los – num primeiro momento, pela interferência de “fact-checkers”, num segundo, insistindo para que governos regulem as redes sociais.

A verdade é que, salvo por raríssimas exceções, não há jornalismo politicamente livre no ocidente. E só o reconhecimento desta metástase permitirá à sociedade incentivar a busca por novas e seguras fontes de informação.

É preciso pensar no futuro. E a imprensa que endossa o discurso dos próprios algozes é um atraso que merece ficar no passado.



(*)Marlos Ápyus é Jornalista e músico. Escreve no Senso Incomum desde janeiro de 2018. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus),ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.
Fonte - sensoincomum.org

segunda-feira, abril 16, 2018

Folha problematiza o Super-Homem o chamando de “fascista”







por Flavio Mergenstern(*).
    ⏩A Folha e sua monomania obsessiva de chamar colunistas esquerdistas para problematizar tudo chamou o Super-Homem de fascista. Logo o homem de aço que socava nazistas.

O repórter Rogério de Campos da Folha, em prova cabal e definitiva de que tem um tempo livre indescritivelmente irreal para a sociedade brasileira, problematizou o Super-Homem. Adivinhe qual o adjetivo usado pelo repórter? Um doce sabor obviedade para quem responder “fascista”.

O título da coluna da Folha é Fortão que bota ordem na casa, Superman é acusado de ser fascista há 80 anos”. O que Rogério de Campos quer dizer com isso? Useiro e vezeiro do velho truque pilantra de dizer que alguém ou algo sofre “críticas”, com sujeito oculto, coletivo e plural, o subtítulo tasca: “Ataques mais frequentes são de que quadrinhos naturalizam violência como forma de resolver problemas”.

Já dá pra imaginar que tipo de gente bem resolvida gasta tempo problematizando uma forma de escapismo que não corresponde em nada ao comportamento na vida real das pessoas que lêem gibis. Provavelmente gente com 5 filhos, preocupada com questões como pedofilia ou degeneração moral. Talvez até buscando uma ordem metafísica de tão graves e complexos são os problemas de sua vida concreta, preferindo ordenar sua ética até no plano não-carnal. Gente com boletos e responsabilidades sobre vidas alheias. Certamente alguém que ri quando começa a propaganda do PSOL. As pessoas que fazem algo da vida, afinal. Deve ser este o público-alvo da Folha. Não é?

Rogério de Campos começa seu texto dizendo que o Super-Homem “sempre foi acusado” de ser “fascista ou nazista”, sem se preocupar em dizer por quem (existe uma diferença entre ser chamado de fascista ou nazista por uma vítima do Holocausto ou por Jean Wyllys e Lola Aronovich). O argumento é só esse: “a necessidade de um homem forte para botar ordem na sociedade”.

Nunca vimos o Super-Homem botando ordem na sociedade: só evitando crimes. Quem precisa de homens fortes com planos sociais é quem banaliza o genocídio promovido por Stalin, Fidel Castro, Pol-Pot e companhia. E para enfrentar bandidos, não há registro de alguma sociedade que prescindiu de homens fortes. Ou vamos enfrentá-los com os Ursinhos Carinhosos?

Depois de horas de texto rolado, vemos uma crítica substancial e assinada: do padre jesuíta Walter J. Omg. Sua única citação: “O Super-Homem é nazista”. E só. Já o tarado Gershon Legman (inventor do vibrador) tem mais destaque, com toda aquela logorréia de “repressão sexual” para a problematização da época, em que tudo era “fascista” porque era forte (e naquela época não tinha academia em cada esquina pra curar os problemas do próprio Gershon Legman, que só via força nos nazistas, que perderam a guerra). O próximo da fila foi o censor oficial de quadrinhos: Fredric Wertham e seu infame Seduction of the Innocent. Quando é pra falar clichê e chamar todo mundo de fascista, vale até citar gente paranoica.

Entre os argumentos, estaria o elogio de crianças leitoras de Super-Homem a “autoridades não-eleitas como a polícia” (oooh, onde esse mundo vai parar?!) ou uma “rebeldia infantil contra a desordem” (sic). Até o fato de Clark Kent se “submeter à mulher” (na verdade, simplesmente tratá-la como rainha do lar) é colocado como negativo, apesar de ser tudo o que feministas sempre quiseram. E taca-se lá no fim a “onda conservadora” e a palavra “autoritarismo” como se fossem uma mesma coisa.

Ou seja: tudo aquilo que é forte é fascista. Se o Super-Homem malha um pouco, PIMBA!, nazista. e assim fazemos uma nova geração de gente que acha que “fascismo” é cuidar da própria vida e fazer a ordem vencer bandidos. Como disse Steven Pinker, se vamos deixar apenas os fascistas dizerem isso, os fascistas é que estarão certos, e não nós, bonitões defensores da liberdade.

E o final do texto… o que dizer da canalhice e absurdo analfabetismo do final do texto?


Será que a Folha ou Rogério de Campos sabem que o principal inimigo do Super-Homem no começo de sua “carreira” eram… fascistas e nazistas?



Não foi a própria Folha que já usou Adolf Hitler para dizer que é possível mentir só dizendo verdades?



Fonte: sensoincomum.org
(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

sábado, abril 14, 2018

PGR denuncia Bolsonaro por piada






por Flavio Morgenstern(*).


...E o Lula do grelo duro, Pelotas exportadora de viados, meter porrada nos coxinha e o inesquecível "enfiem panelas no c…?" da falecida? 


Raquel Dodge denuncia Bolsonaro por uma piada que considerou "racista". E o Lula do grelo duro, de Pelotas exportadora de viado, que vai meter a porrada nos coxinha?

Jair Bolsonaro foi denunciado por Raquel Dodge, Procuradora Geral da República, pelo crime de racismo. O crime de racismo é imprescritível e inafiançável. Homicídio é apenas inafiançável. Se matou alguém e escapou de ser julgado por tempo suficiente, voilà, liberdade, liberdade. Além de racismo, apenas ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado Democrático não prescreve. Afinal, fazer uma piadinha e pegar em armas para instaurar a revolução são mais ou menos a mesma coisa. E quem fez uma piada em 1957 certamente é um nazista até hoje.

O argumento contra Bolsonaro é o de que teria ofendido membros da comunidade Quilombola em palestra no Clube Hebraica, em Pinheiros, São Paulo e teria “incitado” a discriminação contra esses povos.

Bolsonaro visitou uma comunidade quilombola e disse que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. E também definiu o clima no local: “Não fazem nada, eu acho que nem pra procriador servem mais”.

São frases duras? Bem… pra quem leu Gregório de Matos, são praticamente matinê infantil. Bolsonaro descreve a tal comunidade quilombola dizendo que não são produtivos e usando um peso exagerado (7 arrobas são 102,823 quilogramas). O mesmo que fazemos ao dizer que alguém pesa uma tonelada. Nem perguntemos sobre a produção das comunidades quilombolas, porque perguntar tem virado crime no Brasil.

Como citar o famoso poema “Anatomia horrorosa que faz de huma negra chamada Maria Viegas” de Gregório de Matos? Já sabemos que a leitura atual é a de que deveria ser proibido:

 Dize-me, Maria Viegas qual é a causa, que te move,a quereres, que te prove todo o home, a quem te entregas?jamais a ninguém te negas,tendo um vaso vaganau,e sobretudo tão mau,que afirma toda a pessoa,que a fornicou já, que enjoa,por feder a bacalhau.
Mas nós somos nós. Quando se trata de Bolsonaro, quer se escarafunchar até de trás pra frente e de cabeça para baixo para tratá-lo como nazista. Segundo a PGR, Bolsonaro “referiu-se a eles [quilombolas] como se fossem animais, ao utilizar a palavra ‘arroba'”. O que será que não deve haver de processo com parlamentares falando em engordar uma tonelada ou… bem, como será que está o medo de Jean Wyllys, que realmente aponta para características raciais, o que Jair Bolsonaro não faz? Será que vai ser processado também?



É curioso notar como tudo o que é normalmente falado pelas pessoas, mesmo que o politicamente correto considere nazismo (e o que o politicamente correto não considera nazismo?), é avaliado em filigranas para forçar a criminalidade quando se trata de Bolsonaro, e aliviado quando são outros os falantes. Incluindo o ministro do STF Luís Roberto Barroso, que chegou a chamar Joaquim Barbosa de “negro de primeira linha”. Aí, claro, trata-se apenas de um “deslize”.






A procuradora frisa que Bolsonaro “era capaz à época dos fatos, tinha consciência da ilicitude e dele se exigia conduta diversa, sobretudo por se tratar de um Parlamentar”. E que “[e]stão devidamente caracterizadas nos autos, portanto, a autoria e a materialidade do crime”.

Será que isso é válido para o ex-presidente Lula, que está preso, quando perguntou sobre as “mulheres de grelo duro do PT” para atacar a advogada Janaína Paschoal? Ou quando disse que Pelotas era uma cidade exportadora de viados?



Alguém reclamou de Lula quando foi flagrado dizendo que ficaria escondido em sua casa durante as manifestações pelo impeachment de 13 de março de 2016, bradando sobre sua milícia paramilitar: “Vai ter um monte de peão na porta de casa pra bater nos coxinha. Se os coxinha aparecer (sic), vão levar tanta porrada que nem sabem o que vai acontecer.”

Talvez não seria alguma forma de incitação não à “discriminação”, este termo tão vago, mas uma verdadeira ordem para agredir pessoas? Será que ninguém compara Lula a um ditador querendo espancar seu povo? Quem sabe Lula tenha consciência da ilicitude dos fatos e espera-se dele conduta diversa?

Para não falar do tanto que disse que o povo e os que o investigavam deviam enfiar panela e processo no cu.

Por que para Lula pode tudo, e depois de esbulhar o país, gritam ainda que não há provas e é uma perseguição política, enquanto um candidato falando o que todo o povo diz (e petistas dizem bem pior), tem de ser perseguido por uma piada? Será que não teríamos de rever quem é o verdadeiro perseguido político do país, por mais que não queira ganhar nada através do discurso do vitimismo barato?

sexta-feira, abril 13, 2018

300 milhões de renúncias, chineses explicam porque deixaram Partido Comunista






por Everthon Garcia(*).

O movimento global do povo chinês renunciando seus vínculos ao Partido Comunista Chinês alcançou um importante marco no mês passado. 

Em 24 de março, o número de chineses que publicamente revogou sua participação no Partido Comunista ou em suas organizações afiliadas ultrapassou 300 milhões. Por comparação, o Partido Comunista Chinês tem atualmente cerca de 90 milhões de membros. 

A tendência começou com a publicação de uma série editorial em nove partes pela edição chinesa do Epoch Times, os “Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês“, em novembro e dezembro de 2004. A série dissecou as origens do Partido, sua natureza essencial e histórica, e seus crimes, inspirando muitos a renunciar a seus laços anteriores ou atuais com as organizações do Partido — esse movimento foi chamado de “Tuidang” em chinês, ou “renúncia ao Partido”. 

Abaixo estão as histórias de dois chineses e a jornada que os levou à sua escolha. 


Liu Jianguo era o diretor do Departamento de Assuntos Civis de Pequim, um escritório da burocracia municipal. Ele também foi o motorista de uma figura muito importante, Xu Qinxian, o 38º comandante do Exército da Libertação Popular (ELP) que escolheu não seguir as ordens da liderança do Partido para reprimir os manifestantes estudantis no infame Massacre da Praça da Paz Celestial em 4 de junho de 1989. Xu Qianxian se recusou a liderar suas tropas em Pequim para fuzilar os manifestantes.


Liu Jianguo, ex-membro do Partido Comunista Chinês, renunciou ao Partido uma semana antes
de chegar aos Estados Unidos (Han Rui/The Epoch Times)


Xu Qianxian foi imediatamente colocado em prisão domiciliar após desafiar a ordem. Ele foi então removido de seu posto, preso e sentenciado a cinco anos de prisão. Como o motorista de Xu, Liu Jianguo também foi implicado. Ele disse ao Epoch Times que durante sua detenção, ele foi suspenso ou dependurado no ar por sete dias. O Partido Comunista “está destruindo mentalmente as pessoas. Isso priva uma pessoa da sua dignidade e faz com que você deseje morrer ao invés de querer viver”, disse Liu Jianguo. 

Apenas uma semana depois que Liu Jianguo e sua família chegaram aos Estados Unidos numa visita em outubro de 2017, ele encontrou voluntários do Tuidang num bairro local. Ele decidiu abandonar o Partido Comunista, do qual ele era membro há 32 anos. Ele escolheu fazê-lo com seu nome verdadeiro, não temendo as represálias das autoridades do regime. 

Durante sua entrevista com o Epoch Times, Liu Jianguo falou sobre os momentos históricos que ele testemunhou e que o levaram a se desencantar com o Partido Comunista. 

Na noite de 3 de junho de 1989, os cidadãos de Pequim tentaram impedir que o exército avançasse em direção à Praça da Paz Celestial para reprimir os estudantes. 

Dez anos depois, ele testemunhou o apelo pacífico de 10 mil praticantes do Falun Gong nos arredores de Zhongnanhai, o complexo da liderança do Partido Comunista Chinês, em 25 de abril de 1999 em Pequim.

Jovens praticantes da disciplina espiritual do Falun Gong realizam uma vigília de velas perto do consulado chinês em Nova York em protesto contra a brutal repressão e perseguição do regime chinês contra os adeptos na China; em 23 de abril de 2017 (Samira Bouaou/The Epoch Times)

O Falun Gong, também conhecido como Falun Dafa, é uma prática de meditação baseada nos princípios da verdade, compaixão e tolerância. Em 1999, o ex-líder chinês Jiang Zemin lançou uma perseguição nacional contra os adeptos do Falun Gong, acreditando que a popularidade do grupo – em 1999, havia entre 70 e 100 milhões de adeptos, segundo dados oficiais do regime – minaria a autoridade do Partido. 

Jiang Zemin mobilizou o aparato de segurança do Estado para deter e prender os praticantes. Mais de 4.000 adeptos tiveram suas mortes confirmadas como resultado de torturas e abusos enquanto estavam em custódia das autoridades do regime, embora se acredite que o número real seja muito maior, devido à dificuldade de se obter informações da China, de acordo com o Centro de Informações do Falun Dafa. Além disso, um grande número de praticantes do Falun Gong foi morto por seus órgãos, ou seja, executados sob demanda para abastecer ​a indústria chinesa de transplante de órgãos, de acordo com pesquisadores independentes

Liu Jianguo viu em primeira mão os praticantes do Falun Gong que se reuniram em Pequim em abril de 1999, buscando a libertação de vários praticantes que haviam sido presos e encarcerados arbitrária e injustamente. 

“Eu passei por Zhongnanhai. Eu dirigi devagar e apenas me perguntei como essas pessoas poderiam ser tão asseadas e tranquilas. O chão também estava perfeitamente limpo. Mas eu não vi qualquer organizador ou alguém mantendo a ordem”, disse ele. “Somente à noite eu soube que eles eram praticantes do Falun Gong apelando [ao governo]. Havia tantas pessoas lá, mas elas ainda assim foram totalmente ordeiras. Eu os admirei grandemente.” 

“Sem o Partido Comunista, a China será muito melhor”, disse ele. Sua filha, Liu Yangyuan, que também trabalhou no Departamento de Assuntos Civis de Pequim, também escolheu deixar a Liga da Juventude Comunista usando seu nome verdadeiro. 
Bai Jimin, um ex-empresário na China, participa de um jantar comemorativo organizado pelo Centro Global Tuidang na cidade de Nova York para celebrar as 300 milhões de renúncias ao Partido Comunista Chinês; durante do Ano Novo Chinês em 2018 (Lin Dan/The Epoch Times)

Outro indivíduo que escolheu renunciar é Bai Jimin, cuja esposa era uma oficial militar na Força Aérea da China. Ele imigrou para os Estados Unidos a partir de Xangai. Como homem de negócios, Bai frequentemente viajava para o exterior para fazer negócios. Como resultado, ele foi suspeito de ser um espião que usava seu casamento para realizar espionagem para países estrangeiros. 

Bai Jimin disse que os funcionários do Partido Comunista tentaram incriminá-lo com “provas” e destruir seu casamento. Eles começaram a rastreá-lo e monitorá-lo, grampearam seu telefone, roubaram sua pasta de trabalho, contrataram gangues para intimidá-lo e inclusive tentaram envenená-lo. Ele foi forçado a deixar sua mãe idosa, esposa e filhos para fugir por sua vida. 

Bai Jimin disse que viu claramente o quão corrupto é o aparato de segurança do Partido Comunista.

➤“Eles te perseguem, mas ainda o forçam a dizer que são bons. Eles próprios são ladrões, mas desviam a atenção de seus crimes alegando que há ladrões em outros lugares”, disse ele. “A maior organização terrorista do mundo é o Partido Comunista Chinês.”

Bai Jimin disse que, enquanto tentava apelar seu caso para as autoridades locais, ele conheceu alguns praticantes do Falun Gong e testemunhou seus maus-tratos pelo regime chinês. “O Partido Comunista trata esses praticantes de bom coração do Falun Gong como vilões. Na intensa supressão, o Partido tenta marginalizá-los e isolá-los de seus parentes, colegas de trabalho e vizinhos”, disse ele. 

Bai Jimin disse que com os 300 milhões de chineses abandonando o comunismo por meio da renúncia ao Partido Comunista e suas organizações afiliadas, fica claro que mais e mais chineses estão despertando para a verdade sobre o Partido Comunista Chinês.

(*)Everthon Garcia é Autor no site Conservadorismo no Brasil
Fonte: conservadorismodobrasil.com.br

quinta-feira, abril 12, 2018

Facebook tem censurado páginas e publicações conservadoras









por Everthon Garcia(*).

O que não era segredo para ninguém, agora foi admitido publicamente por Mark Zuckerberg: o Facebook emprega, quase que hegemonicamente, pessoas com pensamento alinhado à ideologia de esquerda, e isso se reflete, na prática, em uma postura de censura à corrente política oposta.

O bilionário empresário criador da mais popular rede social do planeta foi convocado pelo Senado dos Estados Unidos para prestar depoimento a respeito do escândalo do vazamento de dados pessoais de 87 milhões de pessoas. Um dos momentos mais tensos foi a fase de interrogatório liderada pelo senador cristão Ted Cruz, do Texas, uma das lideranças conservadoras do país.

A prática da rede social, mundo afora, é de censura. No Brasil, recentemente, a plataforma excluiu a página de um site cristão, de forma sumária. O mesmo vem acontecendo nos Estados Unidos ao longo dos anos com páginas de lideranças conservadoras, ou de empresas que se alinham a essa linha ideológica.

Acuado, Mark Zuckerberg admitiu que sua empresa não agiu da melhor forma para evitar excessos e desmandos: “Enfrentamos vários problemas com democracia e privacidade. Vocês estão certos em me questionar. Facebook é uma empresa idealista, no começo pensamos em todas as coisas boas que poderíamos fazer. Mas está claro agora que não fizemos o suficiente para impedir que essas ferramentas sejam usadas para o mal também. Isso vale para fake news, interferência em eleições e discurso de ódio”, declarou.

O senador Ted Cruz foi um dos mais incisivos em seus questionamentos, cobrando explicações sobre a postura de defesa do progressismo em detrimento do conservadorismo: “Há muitos usuários que estão profundamente preocupados com o fato de o Facebook e outras empresas de tecnologia terem adotado um ‘padrão difuso’, mostrando preconceito e censura a certas posições políticas”, argumentou.


Zuckerberg tentou minimizar as críticas populares, mas Ted Cruz insistiu, e citou casos conhecidos de páginas conservadores ou claramente “à direita” que foram banidas, lembrando ainda do caso de Lois Lerner, uma ex-funcionária do Facebook que admitiu ter coibido deliberadamente conteúdos conservadores e postagens de direita.

Além disso, segundo informações do Hollywood Reporter, o senador citou casos como os de páginas católicas, da empresa de fast-food Chick-fil-A, que pertence a um evangélico e defende princípios da família tradicional, do radialista Glenn Beck e de apoiadores do presidente Donald Trump, que também foram censurados sob o argumento de que as postagens eram “inseguras para a comunidade”.

A resposta do CEO do Facebook parecia a desculpa perfeita:

  “O Facebook e a indústria de tecnologia estão localizados no Vale do Silício, uma região sabidamente com inclinação à esquerda. Esta é uma preocupação que tenho e tentamos erradicar na empresa, assegurando que não temos qualquer preconceito no trabalho que fazemos”, disse Zuckeberg.

No entanto, Ted Cruz decidiu apertar Zuckerberg ainda mais, citando o caso de Palmer Luckey, um alto funcionário do Facebook que foi demitido dias após declarar seu apoio a Trump nas eleições de 2016, e acrescentando a pergunta: “quantas publicações ou páginas em defesa do aborto, ou de candidatos progressistas, receberam o mesmo tratamento?”.

Sem uma explicação convincente, Zuckerberg afirmou que não estava ciente de todos os casos citados, mas evitou afirmar que não houve motivação ideológica na censura: “Estou comprometido em garantir que o Facebook seja uma plataforma para todas as ideias. Esse é um princípio fundador muito importante do que fazemos”, disse, demonstrando nervosismo.

Zuckerberg falou ainda que combate conteúdos ligados a terrorismo, e que a linha que separa uma manifestação legítima de algo ofensivo é tênue: 


  “Discurso de ódio é uma das coisas mais difíceis de identificar. Tem que entender o que é ofensivo, o que é odioso. A linha entre o que é discurso político legítimo e discurso de ódio pode ser difícil de identificar”, defendeu-se.

Ao final dos questionamentos de Ted Cruz, o empresário foi questionado se queria fazer uma pausa, tamanho o nervosismo que ele expressava com a postura contundente e incisiva de Ted Cruz. Zuckerberg agradeceu a oferta e disse que preferia continuar a audiência sem interrupções.


(*)Everthon Garcia é Autor no site Conservadorismo no Brasil
Fonte: conservadorismodobrasil.com.br

quarta-feira, abril 11, 2018

A verdadeira revolução: Lula preso




por Roberto Rachewski(*).




Existe algo mais revolucionário do que a lei verdadeira ser cumprida no Brasil contra gente poderosa, principalmente, se for um político como o Lula?

O que é a lei verdadeira?

É aquela que diz o quê um indivíduo não pode fazer porque estará ferindo um direito de alguém, de um terceiro.

Leis verdadeiras não são as que nos protegem de nós mesmos como se fôssemos estúpidos, nos tirando a liberdade.

Leis verdadeiras não são as que colocam o que é nosso à mercê dos outros, ou do próprio governo.

Leis verdadeiras são aquelas que indicam, claramente, o que acontecerá se alguém violar, com o uso da coerção, uso da força ou fraude, o direito à vida, à liberdade e à propriedade de alguém.

Existe algo mais revolucionário no Brasil do que prender um ex-presidente por corrupção, independentemente da sua popularidade?

Não existe. Nunca existiu.

Vivemos uma revolução. Um tipo novo de revolução porque é diferente das inúmeras revoluções que já ocorreram no Brasil.

Em 07/04/2018, o Brasil conseguiu fazer uma revolução com um ato simples, esperado por todos os brasileiros de bem, que sonham com um Brasil diferente.

Em 07/04/2018, o Brasil fez uma revolução, apenas aplicando a lei a serviço da justiça, apenas expedindo e cumprindo, mal ou bem, um mandado de prisão contra um ex-presidente, o maior traidor que essa nação já teve, Luís Inácio Lula da Silva, o homem que inventou, aperfeiçoou e institucionalizou o Mecanismo.

Toda revolução deve ser disruptiva, a nossa deve ter um propósito, diminuir a interferência governamental na vida das pessoas.

Veja o Mandado de Prisão do Juiz Sérgio Fernando Moro a lula

É a interferência governamental na vida do mais comum dos brasileiros que por o Mecanismo em funcionamento.

Precisamos reescrever a nossa constituição devolvendo a liberdade e a responsabilidade para cada um dos brasileiros que formam o Brasil.

Precisamos reescrever a nossa constituição separando o governo das ideias, da ciência, da saúde, da economia e principalmente da educação.

O Brasil precisa urgentemente fazer a sua Revolução Gloriosa, a sua Revolução Americana, a sua Revolução Industrial, a sua Revolução Digital, a sua Revolução Liberal.

Precisamos mudar radicalmente a governança do setor público brasileiro desconstituindo os políticos e burocratas estatais dos poderes que lhes foram outorgados.

Precisamos liberar o governo do chamado estado de bem estar social para que cada indivíduo fique livre para desenvolver o seu potencial e usar sua capacidade produtiva para atender por si as suas necessidades de vida.



Precisamos transformar o governo numa agência a serviço do bem, oferecendo os serviços que lhe competem exclusivamente, polícia e justiça e nada mais do que eles.

Vivemos uma revolução no Brasil, finalmente parece que os brasileiros estão acordando para a realidade que ensina não ser ético roubar, mentir e trapacear. Que diz não ser ético viver à custa do esforço alheio mediante coerção, diretamente, ou através do governo.

A prisão de Lula não pode ser apenas a prisão de Lula, deve transcender pelo seu significado. A prisão de Lula deve ser o estopim para a única revolução pacífica possível de acontecer, a revolução capitalista, racional, evolutiva, inclusiva, baseada na livre iniciativa, na propriedade privada, no estado de direito a proteger os direitos individuais que permitem a existência do livre mercado, de uma sociedade livre, civilizada, próspera e digna para se viver como seres humanos que somos e não como os bárbaros nos quais quiseram nos transformar.

Viva a prisão do Lula!

Viva a Revolução!

(*) Roberto Rachewski é empresário e articulista
Fonte - institutoliberal.org.br

terça-feira, abril 10, 2018

Manuela D’Ávila chama polícia para achar apoiador de Bolsonaro que tirou foto com ela.


por Flavio Morgenstern(*).



A comunista Manuela D'Ávila, que acha que Lula não deveria estar preso e que não deu um pio para os anti-petistas agredido, chamou a polícia para um apoiador de Bolsonaro


Os americanos chamam isso de White men problems. Os problemas de “branco”, no típico linguajar do racismo contra brancos ultra-permitido hoje. A deputada, candidata a presidente (riam à vontade, riam mesmo) e provável “Avião” na lista da Odebrecht Manuela D’Ávila, do PCdoB, está acampada em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Lula.



Quer dizer, não acampaaaaada, que pode estragar suas roupas de New York. Dá uma passada lá durante o dia, claro. Afinal, o que mais precisa fazer com o dinheiro que ganha do trabalhador brasileiro? Enquanto nós estamos aqui, proletariando, Manuela D’Ávila está na frente da PF, fazendo… bem, número. Só precisa estar lá. É assim que o PT e a esquerda fazem política atualmente. Você ganha algo por ser ou estar. Basta o verbo to be.

Eis que um transeunte, transeuntando pela rua, pediu para tirar uma foto com Manuela D’Ávila. Assim que a parlamentar sorriu, o transeunte disse: “Aqui é Bolsonaro, porra!” (huaheuheuhehueh). Manu não gostou.


Quer dizer, Manu não gostou nem um pouco. Puta merda, você não sabe como Manu não gostou. Chamou a polícia exigindo que ela o procurasse. A polícia respondeu o óbvio: 

“Pra quê?” Bem… bem… olha, bem, por que me abraçou, e ninguém tem o direito de encostar no meu corpo!

Fica-se imaginando como seria a vida de Manuela D’Ávila se ela precisasse pegar o metrô sentido leste 6 da tarde algum dia de sua vida. Imagine o chilique a cada curva de um ônibus saindo da M’Boi Mirim.

Manu chamou a polícia. Repetindo: Manuela D’Ávila chamou a polícia porque alguém tirou uma foto com ela. Exigindo que tinha o direito de descobrir o seu nome, RG e CPF. E bradando que tinha o direito porque “ele veio de lá” (sic).

Manu Adora fazer polêmicas e até as inventa quando não existem


Que país fascista é esse em que as pessoas podem dizer em quem votam em público e não tomarem um esculacho da polícia e serem fichados por comunistas?!

Óbvio que Manuela D’Ávila ou os petistas e esquerdistas ao seu redor não deram um pio sobre a quantidade de anti-petistas agredidos de todas as formas só nos últimos dias. Mas tirar uma foto com ela e dizer “Aqui é Bolsonaro, porra”? Onde já se viu um nazismo desses?



Como são bons os problemas de quem não tem problema na vida, não? O chilique foi registrado pela Folha com o título mais paliativo “Busca por seguidor de Bolsonaro marca manhã em frente a prisão de Lula” (sic). Assim dá até a impressão de que dentro do artigo estará descrito um crime horrendo de um seguidor do Bolsonaro. E a Folha, óbvio, precisa aprender a usar crase.

Fonte: sensoincomum.org


Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen