sexta-feira, janeiro 20, 2017

16 fatos sobre a Suíça que o Brasil precisa conhecer







por Odair Deters*




Muitos brasileiros ficam maravilhados com a Suíça, mas poucos se dão conta de alguns detalhes que fazem daqueles alpes um oásis invejado, onde tudo funciona, a segurança existe e a renda per capita é de R$ 267.000 reais.
Bom elenquei alguns pontos a serem observados:

1º OS POLÍTICOS: O presidente suíço tem tanta importância e relevância que eles o trocam anualmente e nunca ouvimos falar ou conhecemos por nome algum político suíço importante. Os suíços se opuseram a um governo central desde sempre, logo estes políticos não têm poder e isso substancialmente inibe a corrupção.

2º LIBERDADE ECONÔMICA: A Suíça é uma “ilha” de liberdade no auge da moderna era do estado maximamente intrusivo. É o quarto país com a maior liberdade econômica do mundo.

3º SERVIÇOS PRIVADOS: A maioria dos serviços “públicos” são feitos por empresas privadas (transporte público, trem, hospitais…).

4º SAÚDE: As redes hospitalares são privadas e o governo sugere que os cidadãos comprem um plano de saúde. Bem diferente do Brasil onde você é obrigado a pagar toda a superestrutura da saúde pública, que é aquela maravilha. Lá na Suíça, pelo menos você recebe aquilo que você paga.

5º BLOCOS ECONÔMICOS E MILITARES: Estão e fazem questão de se manterem fora da União Europeia, OTAN e similares.

6º AUTONOMIA REGIONAL: A Suíça não é de fato um país e sim uma confederação de cantões, amplamente autônomos, sendo que esses cantões competem entre si para ver qual fornece o ambiente tributário mais propício aos negócios.

7º OS SUPER RICOS E A GUERRA FISCAL: Apesar das baixas alíquotas, é perfeitamente possível para qualquer pessoa razoavelmente rica fazer um acordo especial com um cantão e conseguir uma alíquota bem mais baixa. Com efeito, quanto mais rico, melhor – a ausência de inveja social, e toda a politicagem por ela gerada, é algo atípico e notável.




8º ARMAS DE FOGO: o povo suíço não abre mão de suas armas. Os suíços são o quarto país com mais armas nas mãos de seus cidadãos e todo adulto do sexo masculino é legalmente permitido a posse de armas de fogo. Uma das poucas nações com taxa per capita de armas mais alta do que os Estados Unidos, a Suíça praticamente não ostenta crimes com armas de fogo.

9º PODER POLÍTICO: os políticos não têm a mesma liberdade irrestrita que seus colegas desfrutam em outros países e um referendo suíço nacional pode ser iniciado por qualquer cidadão que consiga levantar as 50.000 assinaturas necessárias.

10º PARTIDOS DE ESQUERDA: A esquerda suíça, recentemente provocou ampla indignação entre o povo suíço ao dar a impressão de que iria enfraquecer ou mesmo revogar o sigilo bancário suíço. E foram a partir de então considerados “traidores” e, dentro da Suíça, mesmo o coletor de impostos não pode violar essa regra do sigilo bancário.

11º PROTECIONISMO: Não existe protecionismo pelos bancos suíços, umas das áreas chave, lá existem cerca de 300 bancos concorrendo entre si.

12º IMPOSTOS: Você pode escolher em que cantão morar com base nos impostos cobrados localmente. No Brasil, os Estados não cobram impostos “diretos” da população, na Suíça você preenche uma declaração federal e uma declaração provincial (ou cantonal na Suíça). Assim você sabe exatamente quanto está deixando na mão de cada ente.
13º ESTRANGEIROS: Nem mesmo nascidos no país são considerados suíços se o pai e a mãe forem estrangeiros. Em torno de 50% dos crimes cometidos na Suíça são feitos por estrangeiros, vai querer o quê então?. Xenofobia, eu diria que não e sim defesa de sua terra e conquistas.

14º REFUGIADOS: Repúdio aos Sírios. Ao não lhes oferecer abrigo e assistencialismo os mesmos não buscam a Suíça como destino final. Os municípios podem fazer seus referendos se optam por abrigar sírios ou pagar uma “multa”, muitos preferem pagar. Os recursos financiam libaneses para estes abrigarem os Sírios lá pelo Oriente Médio mesmo. Também a fronteira suíça com a Itália foi reforçada evitando com que o país virasse meramente um caminho para os refugiados. Os solicitantes de refúgio que chegam à Suíça devem entregar às autoridades do país todos os seus bens que superarem o valor de 1 mil francos suíços (cerca de R$ 4 mil) para pagar as despesas de acolhimento.

15º DROGAS: A liberalização das drogas fez com que alguns destes mercados se tornassem inviáveis.

16º SALARIO MÍNIMO: No ano passado, a Suíça chegou a considerar uma renda garantida de 2,5 mil francos-suíços mensais para cada cidadão, algo como R$ 10.000 /mês, o projeto foi rejeitado no referendo – com mais de 75% dos suíços contra a medida.

É possível perceber que nós brasileiros estamos muito distantes da liberdade alcançada pelos suíços. Esses 16 fatos sobre a Suíça devem servir de inspiração para a mudança que tanto necessitamos.

Sobre o autor: É economista, professor e mestrando em Escola Austríaca pela Universidad Francisco Marroquim/OMMA

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Obama dificulta entrada de cubanos: e agora Meryl Streep?



por Flávio Morgenstern
Obama dificulta entrada de cubanos. E os refugiados, a xenofobia, a Meryl Streep…?



Nos últimos dias de seu último mandato como presidente americano, Barack Obama mudou a lei de imigração do país para um maior controle das fronteiras americanas e a aplicação de um pente fino na aceitação de refugiados, e vindos de um país específico: os verdadeiros refugiados cubanos, que fogem do totalitarismo da ilha onde todos são propriedade privada de Raúl Castro, usando até geladeiras como botes para chegar a Miami após atravessar um dos pontos com mais tubarões no planeta.

A política americana, desde a época da Revolução Comunista em Cuba, era a de facilitar o visto para cubanos, visto que fogem de um totalitarismo socialista em busca da liberdade capitalista da América. Barack Obama, sem nenhuma consulta à população e sem coragem para realizar tal ato antes de sua reeleição, ou após algum anúncio público, escolheu os últimos dias de seu mandato para acabar com a geopolítica americana de imigração de cubanos com décadas de existência. O ato lembra o de Bill Clinton, que perdoou os crimes do terrorista de extrema-esquerda Bill Ayers na manhã em que entregaria o cargo.

A partir de agora, cubanos fugindo da ditadura de Raúl Castro terão o mesmo tratamento burocrático dado a imigrantes de outros países. Caso refugiados cubanos cheguem à América sem toda a complexa documentação necessária exigida de um país livre como o Brasil, o imigrante cubano poderá ser extraditado de volta para a ditadura socialista de Cuba, onde ele e sua família poderão sofrer conseqüências terríveis por “traição”.

A medida fere mortalmente o discurso do Partido Democrata de open borders, de um mundo “sem fronteiras” com poderes cada vez mais globais e soberanias nacionais cada vez mais diluídas. A canetada na calada da noite destrói o discurso a favor de “refugiados” que, na prática, significa quase que integralmente encher a América de muçulmanos vindos sobretudo da Síria, país em guerra civil onde mesmo o Departamento de Estado chefiado por Hillary Clinton não teve a mais remota idéia de como diferenciar quem matava de quem morria. Fere de morte a histeria contra Donald Trump por prometer construir um muro para proteger as fronteiras americanas de uma invasão de imigrantes. E quem se lembra do discurso choroso de Meryl Streep na semana passada lembrando de maneira torta que a América é uma nação de imigrantes, e que não se deve praticar bullying contra eles?

As pessoas que passaram os últimos meses em uma campanha fanática contra Donald Trump baseada em boatos, historietas falsas e histeria coletiva dizendo que refugiados sírios merecem ter entrada livre na América, sem nenhuma averiguação de suas atividades em um país tomado pelo salafismo jihadista, se calaram vexaminosamente a respeito da medida de Barack Obama nos últimos dias de sua administração. Não se falou sobre o humanismo de aceitar refugiados, não se comentou que apenas estão fugindo de uma situação ruim, não se defendeu que são pacíficos. Barack Obama só não construiu um muro porque Cuba é uma ilha.

O sentimento difuso no ar propagado pela campanha de mídia faz com que pessoas fugindo de uma ditadura socialista querendo se integrar e trabalhar na América livre tenham menos direitos do que islâmicos que, em sua maioria, prefere seguir a shari’ah, ou mesmo praticar a jihad, ao invés de seguir a Constituição americana.

Para quem conhece o islamismo, há motivos sobejantes para se entender que uma imigração em massa é usada pelo islamismo como método de conquista, para instaurar uma teocracia em terras que antes não eram muçulmanas.

Barack Obama tem um ranço terrível com cubanos por um fator óbvio: ao contrário de muçulmanos, cubanos votam em peso nos Republicanos, por saberem que as políticas de esquerda dos Democratas são uma espécie de socialismo a conta gotas (Michael Moore defendendo o Obamacare e o sistema de saúde cubano em Sicko que o diga). Até mesmo um pré-candidato Republicano era filho de cubanos, Marco Rubio.

Como foram um dos principais grupos a garantir a acachapante vitória de Donald Trump em um dos estados-chave, a Flórida, mereceram ser “punidos” por Barack Obama sem um pio de lamúria pelos defensores de “fronteiras livres” e “refugiados”, mesmo de publicações claramente anti-socialistas. Nenhuma razão foi apresentada por Obama – não é preciso, pois nenhum jornalista mainstream o questiona no planeta.

Aliás, o que dizia O Globo assim que Donald Trump foi eleito? Chega a ser hilário ler a manchete: Trump coloca benefícios a cubanos em risco, dizem analistas. Não se sabe se houve muitas vezes na humanidade em que a verdade esteve na posição tão diametralmente oposta ao que dizem os “inteligentes” e “antenados” de plantão.

Ao contrário da imigração islâmica, também conhecida como hégira, que tem o objetivo de conquistar e islamizar, não há motivo para Barack Obama acreditar que há algum perigo com cubanos fugindo de Cuba quererem instaurar um totalitarismo socialista modelo cubano na América: já há jornalistas, professores universitários, artistas e políticos o suficiente na América defendendo a cubanização totalitária americana. Inclusive Barack Obama.

sábado, janeiro 14, 2017

Obama, o mito: o curioso culto à imagem mesmo após seu governo fracassado






por João Luiz Mauad(*)



Abro o Facebook e vejo meus amigos postarem imagens enaltecendo Obama e sua família. Ligo a TV e noto que a imensa maioria do noticiário dá mais destaque ao presidente que sai do que ao que entra. A notória Globo News chegou ao ineditismo de transmitir, ao vivo, um discurso de despedida (?!), no qual, entre outras coisas, o presidente faz declarações de amor à primeira-dama. Tudo calculado, como num conto de fadas. Mas nunca é demais lembrar que a América não é uma monarquia, onde esse tipo de folhetim faria algum sentido.

É difícil transmitir a escala em que Obama – o ícone – tem dominado as atenções mundo afora e, particularmente, como não poderia deixar de ser, em Pindorama. O presidente que sai não é meramente popular, nem é apenas um político popstar. Obama tornou-se outra coisa aos olhos do mundo. Ele é agora um ídolo. E como todos os ídolos, sua imagem está em toda parte.

A verdade é que Obama inspirou uma devoção mais apaixonada do que qualquer outro político contemporâneo. As pessoas gritam e desmaiam em seus comícios, cujos discursos são preparados com extremo cuidado. Alguns usam camisetas proclamando-o “The One”. Um editor da Newsweek chegou ao cúmulo da adulação ao descrevê-lo como acima do país, acima do mundo; uma espécie de Deus.” Como bem ressalta o jornalista Roberto Dias, no entanto, “sem a mediação de lentes e microfones, porém, o saldo de seu governo parece menos iluminado do que a imagem pessoal. Nove anos depois, é difícil enxergar um mundo que tenha andado no rumo daquele desenhado pelo senador em 2008. Pode-se dizer até que está mais distante – ainda mais intolerante, ainda mais protecionista, ainda mais perigoso. Dotado dos maiores poderes conferidos a um humano, ele não conseguiu realizar algo bem específico como fechar a prisão de Guantánamo, símbolo da era Bush que prometera desmontar. A falta de gosto pela pequena política cobra seu preço.”

Ainda que seu governo tivesse sido um fragoroso sucesso, esse culto à personalidade de Obama seria algo perigoso e indesejável, pelo menos àqueles que prezam a liberdade e a democracia, regidas por leis e instituições, e não por ungidos e luminares. Não por acaso, durante a Guerra Fria, os americanos costumavam criticar os países comunistas pelo culto à personalidade que cercava seus líderes, cuidadosamente planejado pelos respectivos ministérios de propaganda (Agitprop). Mas a Cuba castrista, a China maoista e a Rússia stalinista não têm nada a ver com a América de Obama, dizem seus seguidores. Claro!

Concedamos a ele o benefício da dúvida. Talvez Obama não tenha incentivado o culto à personalidade que o rodeia. Talvez tudo isso seja resultado de sua personalidade forte e carismática. Mas ele por certo não o desencorajou. Como candidato, embalado pelo slogan “yes, we can!”, prometeu “mudar o mundo”, “transformar este país” e até mesmo “criar um novo Reino aqui na terra”. Como presidente, ele continuou acrescentando detalhes a essa ambiciosa lista de desejos. Prometeu criar milhões de empregos, curar o câncer, buscar um mundo sem armas nucleares, frear o aquecimento global e, last but not least, reduzir as desigualdades. Infelizmente, a realidade é sempre mais poderosa que as nossas vontades e desejos, mas os fracassos do ídolo não mudaram a sua imagem imaculada perante os fiéis.




Como bem lembrou Helen Sealrs, em quase tudo esse culto à Obama se parece com o que aconteceu ao famigerado Che Guevara, cuja imagem – legada à posteridade pelo fotógrafo Alberto Korda -, era apenas um rosto, totalmente apartado de sua vida política, usada para decorar os quartos da juventude ocidental, sempre ávida por revoluções que pudessem (ora, ora!) “mudar o mundo”. Poucos dos que possuíam o famoso poster sabiam muito sobre o real Che Guevara, mas tê-lo em sua parede sinalizava que você era de alguma forma progressista e idealista. Com Obama, o progresso e o idealismo foram substituídos pela esperança e pela fé, senão pelo empoderamento – essa palavra horrorosa que, infelizmente, tomou conta dos corações e mentes de muita gente. Para completar, hoje não são só os adolescentes imaturos e radicais que se identificam com esta mensagem quase religiosa e transformaram Obama em algo que, definitivamente, ele não é.

Esperemos que toda essa devoção seja passageira…


João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Você realmente admira e se emociona com Obama?







por Lucas Oleiro,

Faça uma breve reflexão e pense se você é o tipo de pessoa em busca de uma figura "carismática" para admirar.




É óbvio que ninguém sozinho consegui ir muito longe apenas com a sanha autoritária. Os sociopatas presentes nos meios políticos dependem de outros, como aliados motivadas pela mesma sede de controle, por dinheiro ou benefícios e privilégios, além das pessoas que por alguma motivação que leva à obediência (seja por culpa, necessidade afetiva, mas sobretudo psicológica), assume e propaga massivamente um tipo de devoção ao algoz, que já foi conhecida como síndrome de Estocolmo e hoje talvez se chame “síndrome de Suécia”.

Veja o caso da comoção popular, mesmo no Brasil, com a figura do Obama. Muita gente que não se ateve aos fatos e legado da gestão do advogado, simplesmente declara gostar do ex-presidente dos EUA, que chora, se declara para a esposa, dança e almoça em um bandejão. Em seu discurso de despedida, ao defender a paz, a democracia e a força da lei, muitos ignoraram que o ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2009 bombardeou a Líbia imediatamente após a falha dos órgãos de inteligência dos EUA com seus próprios diplomatas, que culminou na morte de dezenas de civis. Além da Líbia, em seus 2 mandatos, Obama atacou outros 6 países, ininterruptamente. Apenas o Paquistão sofreu mais de 340 ataques com drones.

Para não fugir à regra da grande potência, presidente Obama também interferiu na política internacional, principalmente na Síria, onde desde 2012 há o alerta de financiamento de rebeldes (ou terroristas, dependendo da sinceridade do analista), com o apoio do Catar, Arábia Saudita, Turquia e França. Fato confirmado em 2015, com o registro do envio de munições por via aérea.

A pretensão de “polícia do mundo” na administração Obama avançou (ou revelou fatos) em escândalos envolvendo ações da Agência de Segurança Nacional (NSA) para o escrutínio massivo de políticos ao redor do mundo e principalmente adversários políticos do partido democrata, como o professor e ativista Dinesh D’Souza, que passou um período preso, sem apelação, pela extrapolação de uma doação partidária em US$ 10 mil. Houve também o registro de e-mails e ligações telefônicas de jornalistas do canal Fox News que foram “investigados” a pedido do departamento de Justiça, no melhor estilo latino-americano.

Há ainda os escândalos internos com o Serviço Secreto, envolvendo a diretora 




Hans Sennholz, economista e professor, produziu uma excelente reflexão a partir da chamada “ciência do caos”. A teoria do caos dá relevância para experiências simples que descartamos. Elas podem ser desordenadas e aleatórias à primeira vista, mas, para este método de estudo, a complexidade tende a revelar padrões profundos de regularidade.

Para tentar identificar a dinâmica pela qual os sistemas se organizam autonomamente, utiliza-se os chamados “atratores”. Tendo o complexo sistema social como exemplo, entende-se que um leilão de bens antigos pode ser visto como um atrator para colecionadores de antiguidades; hospitais como atratores para doenças e restaurantes atratores para pessoas com fome, portando dinheiro ou não. Na economia de mercado, o sistema de preços é um atrator para produtores, compradores e vendedores que desejam, voluntariamente, trocar suas propriedades e auferir riqueza.

Mas o estado, de maneira direta, realista e verdadeira, pode ser definido como “um sistema que usufrui um monopólio legal do uso da violência e das decisões jurídicas supremas dentro de um dado território”. E apesar de todas as propagandas institucionais e da doutrina do sistema de ensino controlado pelo governo, no sistema político as pessoas são compelidas — por meio da violência e da ameaça de violência — a fazer aquilo que elas voluntariamente não fariam ou são obrigadas a deixar de fazer aquilo que gostariam.

Que tipo de indivíduo se sente atraído por carreiras que lhe dão o poder arbitrário de obrigar terceiros a seguir ordens, em um trabalho cuja premissa é a imposição da obediência? Seriam apenas pessoas incapazes ou insatisfeitas em adquirir riquezas por meios econômicos, pelas relações de oferta de valor e acordos de ganho mútuo?

O indivíduo que está preparado para aprovar ou iniciar um ato de punição, que através de um decreto ou regulamentação, força a obediência, não é diferente da figura do policial valentão, integrante de uma equipe de força-tarefa que sente prazer em invadir residências, confiscar bens e torturar pessoas. A mentalidade é a mesma. Não interessa se um utiliza a caneta e o outro a força física. Os métodos são diferentes, mas a mentalidade autoritária que os estimula é a mesma. Há um apetite pelo poder absoluto sobre terceiros, que guia estas pessoas.

indicada por Obama; o fiasco do “SUS americano”, que além de aumentar os custos dos serviços médicos do país, tem escândalos como o do website de US$ 2 bilhões (!) para o “Obamacare”, que nunca funcionou; a promoção da boa vida de doadores de campanha, que mais angariaram fundos para a eleição e reeleição e se tornaram embaixadores, sem qualquer preparo ou experiência; o aumento de tensões raciais, onde o próprio Obama é apoiador de entidades segregacionistas como a Black Lives Matter; a doação de US$ 500 milhões de dinheiro recolhido via impostos do povo norte americano para a entidade abortista Parent Childhood e outros episódios.

Faça uma breve reflexão e pense se você é o tipo de pessoa em busca de uma figura “carismática” para admirar. Talvez seja melhor passear em um parque, visitar um shopping, assistir um filme no cinema ou uma peça de teatro. Há quanto tempo você não faz isso?

O lazer é saudável e todos precisamos viver emoções diferentes para sair do tédio. Mas cuidado com os lugares e as figuras onde você busca. Donald Trump participou do filme Esqueceram de Mim 2 em 1992, Um Maluco no Pedaço em 1994, liderou o reality show O Sócio em 1996, apareceu no seriado Sex and the City em 1999 e em diversos outros programas de entretenimento antes de se tornar presidente. Tente perceber se você não está sendo conduzido por mera propaganda. Não é possível que o sistema político seja o melhor ambiente para investir suas caras emoções.



Você está com dó de Meryl Streep? Nem eu.







por Flavio Morgenstern(*)



A atriz das atrizes de Hollywood, Meryl Streep, usou um subterfúgio bem fictício para atacar Donald Trump: se fazer de coitada. Alguém cai?

O infame discurso de Meryl Streep na entrega do Globo de Ouro, em que a atriz se aproveita de sua condição privilegiada para atacar o presidente eleito americano, Donald Trump, já rendeu toda a sorte de análises pela internet.

Um ponto, entretanto, permanece o mais das vezes intocado: o fato de Meryl Streep ter se colocado na posição de coitadinha. Segundo a talentosa atriz, “Vocês e todos nós nessa sala, realmente, pertencemos ao segmento mais difamado da sociedade americana agora”. Streep se referia a Hollywood, à imprensa e aos imigrantes, que compõem os dois grupos.

Pouco precisa ser dito sobre a confusão brutal entre “imigrantes” (a América foi feita por eles) e “imigrantes ilegais“, que Meryl Streep trata como se fossem uma única categoria, o que gera algumas pequenas confusões sinápticas. Ou sobre sua lambeção quase pornográfica da velha mídia clintonista, que espalha difamações de hora em hora sobre Donald Trump e os Republicanos, tratados como nazistas (spoiler: foram eles que venceram os nazistas, acabaram com a escravidão etc), enquanto esconde as tramoias de Democratas como Barack Obama e Hillary Clinton (dos rituais satânicos de seus amigos ao escândalo de Benghazi, nada chega aos ouvidos moucos fora da América republicana).

O mais chocante é ver Meryl Streep, em uma das festas mais caras do globo (!), dizendo que faz parte do “segmento mais difamado da sociedade”. Chamar de “esquerda caviar” não é sequer suficiente: qual a “coragem” tão aplaudida da atriz em ir a uma festa de atores de Hollywood, os atores mais bem pagos do planeta, e repapagaiar a única visão política-ideológica-epistemológica-metafísica-moral-cosmológica permitida na bolha de atores endinheirados?

Será que alguém, mesmo que concorde com a visão da atriz sobre Donald Trump (o que é o mesmo que concordar com a visão de todo mundo que se informa pela Rede Globo ou pela CNN sobre Trump), acha mesmo que Meryl sabe mesmo o que é ser difamada? O que é estar numa posição socialmente desfavorável? Lembra a descrição de uma vítima do personagem Rorschach, de Watchmen: “Gordo. Rico. Acha que sabe o que é sofrer.” Pior: Meryl Streep nem se digna a ser gorda para nos insuflar alguma dózinha perdida entre nossas parcelas atrasadas do FGTS.

Como assim, a atriz bem paga das atrizes bem pagas, a atriz das atrizes, a celebridade non plus ultra, diz que é uma pessoa estigmatizada por… bem, por ser a atriz das atrizes, la crème de la crème das pessoas que não precisam de mais nada na vida, e se ainda “trabalham” é só porque seu trabalho é morbidamente idêntico ao que os comuns mortais denominam entretenimento?

Sério, podemos nos esforçar para sentir uma dó profunda de Meryl Streep, nos comovermos com sua voz embargada na cerimônia do Golden Globe (e como não sentir dó de alguém após sua 30.ª indicação para o Globo de Ouro, 8.ª vitória e ainda um prêmio de conjunto da obra?), cogitando se quando uma atriz talentosa nos arrebata com suas lágrimas, se ela está sendo sincera ou atuando, mas… dá para andar na rua e ver alguém que, se perguntado, não cogitaria largar toda a sua vida para trocar pela chuva de difamações de nossa heroína. A técnica de Streep para uma voz descompassada, de respiração ofegante (falar expirando, inspirar de boca aberta), é bem conhecida de qualquer aspirante a ator em sua quarta aula do método Stanislavski. Difícil crer que logo Meryl não manjaria do assunto.

Sério mesmo. Pode perguntar pra qualquer um, “quer sua vida sem difamações ou a vida de Meryl Streep?”, e provavelmente o Datafolha dá 102% de respostas para “Meryl Streep, Meryl Streep, Meryl Streep”. Aliás, você já viu o tamanho da página de prêmios da protagonista das protagonistas na Wikipedia?

Claro, podemos sentir uma desconfortável contrição ao descobrir, por exemplo, que, em 2014, o Ranking das Celebridades da Forbes mostrou que ela caiu da posição de 73.ª atriz mais rica para apenas 92.ª. Certamente haverá algum textão de Hillary Clinton a respeito, divulgado como “lacrada” pelo Estadão e repetido entre outras lágrimas enternecidas pela Globo News sobre a necessidade de revisão dos contratos de mulheres em posição desvantajosa. É excelente para criticar Donald Trump pela única coisa que ele pode ser criticado: dizer que é “machista” por não aceitar políticas feministas.

O caldo entorna quando, lembrando João Ubaldo Ribeiro, pesquisamos o cachê de um único filme de nossa querida atriz. Para quem está acostumado a ler Forbes, e até corrigir a Forbes, sem notar o curioso que é ler a revista no metrô lotado, de repente nos damos conta de que estamos acostumados a lidar com tais cifras ao falar do PIB de países da Ásia, não do salário mensal de uma atriz.

Quando descobrimos que Streep embolsou US$ 8 milhões só pelo filme Simplesmente complicado, nós, que parcelamos viagem em 24 vezes e andamos de avião pela primeira vez depois de sair da faculdade, mal conseguimos acreditar que tal grana exista. Se Meryl quiser, podemos sofrer todas as ofensas e difamações e sofrências que ela heroicamente agüenta todo dia só pelos US$ 35 mil do seu primeiro filme, O Franco-Atirador. A bem da verdade, por 5% do atual cachê, aceito até tomar umas porradas. Só não vale xingar a mãe. Mas por 10%, talvez até ela entenderia. Mãe é mãe.

Se Meryl Streep consegue ir a uma festa no qual só entram triliardários, vestida num vestido que custa duas vezes meu rim direito, coberta de jóias que resolveriam uma semana de fome na África, e dizer, invertendo a respiração, que está numa sala com as pessoas mais “perseguidas” na sociedade americana hoje, sobretudo porque vários são imigrantes, que dirá eu, que sem querer não entendi o que o garçom disse em Nova York e aceitei uma água de US$ 10 dólares com o câmbio a R$ 3,60!

Este é um dos grandes problemas da esquerda mundial: tentar bancar a pobrezinha, explorada, injustiçada, oprimida e outros particípios de verbos pesados, quando na verdade é mais rica, poderosa, admirada e topo de cadeia alimentar do que quem está criticando. Quando falam em “inversão de valores”, poderíamos até colocar valores financeiros na jogada: os ricaços de Hollywood sentando a ripa nos pobres rednecks americanos que têm de plantar a própria comida e sem os quais Los Angeles, Miami e Nova York morreriam de fome. Basta se dizer eleitor de Hillary Clinton e crente cego no New York Times e voilà, está criado um “oprimido” pelo terrível autoritarismo republicano!

Se Meryl Streep já havia dado um festival de very poor choice of words, os exemplos que usa para defender imigrantes são ainda mais incompatíveis com a vida real (e sempre ignorando a leve distinção entre imigrantes legais e ilegais). Por exemplo, afirmar que Natalie Portman nasceu em Jerusalém. O que será que Streep tem a dizer sobre a política externa de Donald Trump, que pretende mudar a embaixada americana de Tel Aviv para a Jerusalém da cidadania de Natalie Portman?

Para Meryl Streep, sem os imigrantes, não haveria nada para se assistir na América além de futebol e MMA, as mixed martial arts, que “não são arte de verdade”. Como não são?! Seguir o Bushido exige mais auto-disciplina, superação de limites, respeito ao próximo e mentalidade aberta do que aulas no Actor’s Studio. Aliás, que preconceito é esse com imigrantes? Não existe arte marcial americana (até o Brasil tem duas) – de repente, dá para fazer um discurso “anti-xenofobia” maldizendo o jiu-jitsu, o tae kwon do, o muay thai e até a capoeira?!

Artes marciais exigem também um timing constante. Timing que Meryl ignorou completamente, além do conteúdo: como pode afirmar logo isso, sendo ovacionada em desespero hollywoodiano e faniquitos meméticos mundiais, poucos dias após um eleitor de Donald Trump, cadeirante, ser espancado e torturado por 4 ativistas do Black Lives Matter, obrigado a dizer “Fuck Trump” e “Fuck white people”, no caso de maior tortura com desproporção de força (e exploração, e opressão, e desigualdade…), que, miraculosamente, foi exatamente o caso de violência menos comentado pela imprensa mundial – a imprensa que Meryl Streep termina seu discurso defendendo, por seus “princípios”, que nunca vão contra seu grande financiador, George Soros?

Tudo o que Meryl Streep quis foi a famosa LACRADA, a última modinha de 2016. É quando pessoas de esquerda, sem muito ânimo para se admitirem “esquerdistas” nos tempos que correm, soltam uma frase de efeito sem nenhum conteúdo factual, um flatus vocis, tão somente para pegar bem com quem já concorda com tal proposição. Nos anos de PT no Brasil ou de Obama na América, poderia até parecer uma, digamos, “verdade”: bastava ter ganhado as eleições para esperar vitórias absolutas ad eternum. Mas discursos lacradores cansam por serem ocos: logo as pessoas querem conteúdo, não só um rostinho bonito papagaiando platitudes.








A coisa já é ridícula quando os maioristas (“bolchevique” não significa exatamente isso?) confunde maioria com verdade, mas se torna ainda mais cacete quando a esquerda progressista, ainda mais em posição minoritária, ataca uma maioria de pobres, de coitados, de gente realmente explorada, oprimida e incapaz até mesmo de conceber sua vida luxuosa em nome destes mesmos pobres – que, assim que não compram mais um discurso vazio, passam a ser “brancos” e “sem instrução” e gente que “assiste futebol e MMA”.




Você defende o povo ou a elite, afinal?




(*)Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen


segunda-feira, janeiro 09, 2017

Feminismo: quando a sátira se confunde com a realidade







por Tiago Kistenmarcher




Há poucos dias me deparei com um vídeo no qual uma feminista dizia processar o homem que se empenhou em resgatá-la de um afogamento em um lago. Os argumentos da moça eram paranoicos. Ela alegava, por exemplo, que segurá-la pela cintura para tirá-la da água, pressionar seu peito e fazer respiração boca a boca teria sido estupro. O título do vídeo: A man saved me from drowning, but now I am suing him for rape because he touched me [Um homem me salvou do afogamento, mas agora eu estou processando-lhe por estupro porque ele me tocou] - vídeo abaixo. Talvez o leitor já tenha tido contato com o vídeo, mas eu confesso que eu ainda não tinha visto.








Mesmo que bizarro, eu poderia ter acreditado, haja vista o oceano de obsessões feministas que parece não ter fundo. Mas ainda assim decidi procurar pela veracidade da mensagem e descobri que o vídeo feito por Cassidy Boon não passava de uma sátira, isso a despeito de inúmeros sites, estrangeiros ou não, terem veiculado a brincadeira como se a indignação da garota fosse real. Esta é a questão fundamental para a qual quero chamar a atenção neste texto. 

Faço uma pergunta: por que o vídeo com uma mensagem tão extremista foi espalhado como se fosse real? Respondo: porque atualmente o radicalismo feminista ultrapassou todos os limites e ninguém mais duvida de nada que possa surgir das profundezas de sua ideologia. Não é de hoje as tempestades sociais causadas pelo extremismo feminista. Quando uma maluquice dessas é confundida com a realidade, significa que a nossa realidade tem se tornado uma maluquice. Quem se afogou foi o bom senso. 

Durante a pesquisa que fiz acerca do vídeo, um dos sites que discutia o caso afirmava que as pessoas não mais sabem diferenciar sátiras de questões reais. Engano. O problema é que a realidade contemporânea tem se tornado por si só uma sátira, logo, há uma simbiose de ideias absurdas que naturalmente confundem a maioria dos observadores. Não deveríamos culpar quem se confunde, mas quem causa a confusão, ou seja, devemos responsabilizar aqueles que mergulham propositalmente neste mar de princípios terríveis e, não contentes, tentam puxar toda a sociedade para o fundo. 

Anos atrás extremismos do gênero seriam concebidos como sátiras, mas hoje são as sátiras que se confundem com a realidade. Se antigamente alguém vinculasse o ato de comer carne ao machismo e à violência doméstica (Comer carne é machismo? Ou: a politização do bife), dariam risadas, hoje tal estupidez é objeto de pesquisas, palestras e livros acadêmicos. Nossas avós não acreditariam que mulheres pudessem preferir serem estupradas a serem salvas por um homem, no entanto, atualmente existem feministas radicais que levantam essa bandeira. Pintar as axilas, introduzir objetos religiosos nos órgãos genitais, entrar sem roupas durante cerimônias religiosas, abortar como se troca de meia, tudo isso seria concebido, há muito tempo, como capítulos de uma distopia ou de uma peça trágica.

Mas voltando à Cassidy Boon. Estou certo de que sua sátira foi levada a sério por várias feministas. Também acredito que, caso uma mulher for resgatada de um afogamento e afirmar ter sido molestada durante o ato – ainda que seja mentira -, várias psicóticas irão apoiá-la e infernizar a vida do benfeitor. Mas dizem que rir é o melhor remédio, inclusive para infecções políticas. E isso já tem acontecido. Não é por menos que essa gente tem se tornado objeto de zombaria.

O extremismo é sempre um soldado infiltrado que mina por dentro a própria causa do movimento, seja ele qual for. Toda seita é inimiga de si mesma e, por isso acaba sendo combatida, fica isolada, sozinha e vira objeto de piada. Entrar no front político com ideias surreais é apontar a arma para o próprio peito ou, já que estamos falando de afogamento, mergulhar na política carregando sectarismo é como mergulhar no mar com uma pedra enorme atada aos pés.

Como escreveu Russell Kirk, tais ideologias podem atrair indivíduos da classe culta, no entanto, será muito mais difícil ao ideólogo persuadir o senso comum, que é sempre mais inteligente que tresloucados acadêmicos e militantes políticos desequilibrados. As coisas estão como estão porque causas que inicialmente tiveram suas razões legítimas, hoje são superdimensionadas e causam maremotos avassaladores para as relações interpessoais. São tantos esses maremotos causados pelo feminismo e essa gente ainda tem coragem de reclamar de uma “onda conservadora”?! Mas o que é uma onda azul em meio a todo um oceano vermelho?

Ademais, o conceito de estupro tem sido relativizado de modo que, elogiar uma mulher pode ser considerado um ato criminoso. Isso é um desserviço para com a proteção das mulheres, afinal, tendo em conta o relativismo feminista, um cavalheiro pode ser colocado no mesmo saco que um verdadeiro estuprador. Muitos não percebem, mas tal relativismo colabora sobremaneira para que a gravidade do estupro real seja minimizada e perca sua singularidade de crime brutal.

Mas o feminismo não quer prestar nenhum serviço às mulheres, ele quer prestar serviços às mulheres que concordam com sua visão de mundo. Aquelas que discordam podem ser xingadas e agredidas sem nenhum pudor. Hoje em dia o feminismo não passa de uma organização coletiva de ressentimentos.

É necessário cautela, porque é impossível enxergar no fundo do lago feminista. Para chegar lá, para nadar em direção aos seus objetivos mais profundos, o feminismo radical faz manobras teóricas e linguísticas inadvertidamente. Assim, suas militantes, curiosas com o que podem extrair dessas profundidades obscuras, agem com a imprudência de Naiá, a guerreira tupi-guarani que, apaixonada pela Lua, nadou até o fundo do lago para encontrá-la. Consequência? Acabou se afogando.

Fonte: Instituto Liberal
Thiago Kistenmacher

Thiago Kistenmacher é estudante de História na Universidade Regional de Blumenau (FURB). Tem interesse por História das Ideias, Filosofia, Literatura e tradição dos livros clássicos.


sexta-feira, janeiro 06, 2017

O comunismo nu



por Carlos Azambuja(*)








Há mais membros de partidos comunistas hoje no mundo do que jamais houve. 

O comunismo é bem-sucedido porque a maioria das pessoas que promovem causas comunistas não são comunistas. 




Um livro escrito em 1958, "The Naked Communist" - "O Comunista Nu", do autor Cleon Skousen (ex-agente do FBI) mostra os passos da agenda para perverter e transfigurar os valores da sociedade e para a implantação do regime comunista. 

O livro aponta 45 metas comunistas a partir de 1958 cujo propósito é subverter a sociedade americana por dentro, e também está sendo cumprido à risca em todos os países que estão sendo alcançados num processo revolucionário mundial. Vejam apenas alguns dessas metas. As mais macabras.

▶Meta nº 03: Desenvolver a ilusão de que o desarmamento total dos Estados Unidos seria uma demonstração de superioridade moral.

▶Meta nº 17: Tomar o controle das escolas. Usá-las como meio de transmissão para o socialismo. Suavizar o currículo. Tomar o controle das associações de professores.

▶Metas nº 20 e 21: Infiltrar na imprensa. Tomar o controle de postos-chaves no rádio, TV e cinema.

▶Meta nº 24: Eliminar todas as leis que regem a obscenidade chamando-as de "censura", e uma violação da liberdade de expressão e de imprensa.

▶Meta nº 25: Quebrar padrões culturais de moralidade, promovendo a pornografia em livros, revistas, filmes e televisão.

▶Meta nº 26: Apresentar a degeneração e promiscuidade homossexual como "normal, natural, saudável." O autor alegou que os comunistas procuram incentivar a prática da masturbação.

▶Metas nº 27: Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião "social". Desacreditar a Bíblia enfatizando a maturidade intelectual que não necessita de uma "muleta religiosa".

▶Meta nº 28: Eliminar a oração nas escolas, alegando que ela viola o princípio da "separação entre Igreja e Estado."

▶Meta nº 32: Apoiar qualquer movimento socialista para controle central sobre qualquer aspecto da cultura - educação, entidades sociais, programas de bem-estar, clínicas de saúde mental -, etc.

▶Meta nº 38: Transferir alguns poderes de prisão da polícia para entidades sociais. Tratar todos os problemas comportamentais como desordens psiquiátricas que ninguém, senão psiquiatras, podem compreender ou tratar.

▶Meta nº 40: Desacreditar a Família como uma instituição. Encorajar e promiscuidade e o divórcio fácil.

▶Meta nº 41: Enfatizar a necessidade de criar os filhos longe da negativa influência dos pais. Atribuir: preconceitos, bloqueios mentais e retardo de crianças à influência supressiva dos pais.

O comunismo está morto?

O mito comum é que o comunismo está morto; no entanto, há mais membros de partidos comunistas hoje no mundo do que jamais houve.

Uma coisa que os comunistas estão fazendo em todo o mundo é não usar esse nome, haja vista a experiência histórica horrível de genocídio, ditaduras e fomes causadas em vários lugares do mundo; por isso, agem sob uma variedade de nomes, exemplos: Forças Democráticas, Progressistas e etc.

Enquanto todo mundo está dizendo que o comunismo morreu, ele vive em grande parte da África, ressurgiu na África do Sul, nas Américas do Sul e Central. Hoje são países comunistas: China, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã, Rússia; é muito forte na Europa Oriental e na União Européia; enfim, é forte em quase todos os países do mundo.

Por que algo comprovadamente maléfico se alastra facilmente no mundo?

Whitaker Chambers disse que o comunismo é bem-sucedido porque a maioria das pessoas que promovem causas comunistas não são comunistas. Os "idiotas úteis" como Lenin os chamava, dão um ar de legitimidade que nunca teriam se fossem identificados como comunistas. O comunismo também se utiliza de movimentos sociais (financiados por capitalistas) para fazer pressões nos governos locais com intenção em mudanças de leis; e também subverter a ordem pública com protestos e convulsões sociais, dando a impressão de que o atual regime não está dando certo e que são necessárias mudanças "para melhor"atender aos "anseios" do povo. 

Engana-se quem acha que o comunismo acabou com a derrubada do muro de Berlim; o que ele não conseguiu através das armas e violência, hoje consegue por meios pacíficos, transfigurando cenários e valores de dentro pra fora. E o que deixa todo o planeta em maus lençóis, é que não existe nenhuma oposição centrada e capacitada com recursos intelectuais e financeiros... O futuro é sombrio ao ver esse sistema tirânico estender seus tentáculos em todo mundo e alcançando até as almas das pessoas sem que elas percebam.


(*)Carlos Azambuja, historiador, é colunista do Mídia Sem Máscara e autor do livro A Hidra Vermelha.






Aqui as 45 metas completas:


1) Aceitação, por parte dos EUA, da coexistência como única alternativa à guerra atômica.
2) Boa vontade dos Estados Unidos em desistir como melhor opção para evitar uma guerra atômica.
3) Desenvolver a ilusão de que o desarmamento total dos Estados Unidos seria uma demonstração de superioridade moral.
4) Permitir comércio livre entre todas as nações independente da filiação comunista e independente de serem ou não itens que poderiam ser usados para guerra.
5) Extensão de empréstimos de longo prazo para a Rússia e satélites soviéticos.
6) Fornecer ajuda americana para todas as nações independente da dominação comunista.
7) Conceder reconhecimento da China Vermelha. Admissão da China para as ONU.
8) Configurar Alemanha Ocidental e Oriental como estados independentes apesar da promessa de Khrushchev's em 1955 de resolver a questão alemã por eleições livres sob supervisão da O.N.U.
9) Prolongar as conferências sobre proibição de testes atómicos, pois os Estados Unidos concordaram em suspender os testes, enquanto as negociações estivessem em andamento.
10) Permitir a todos os satélites soviéticos representação independente/individual na O.N.U. 

11) Promover a ONU como a única esperança para a humanidade. Se sua carta [das Nações Unidas] é reescrita, exigir que seja estabelecido um governo mundial com direito à forças armadas próprias e independentes.
12) Resistir a qualquer tentativa de proibir/ilegalizar o Partido Comunista.
13) Acabar com todos os juramentos de fidelidade.
14) Continuar dando acesso a Rússia ao Escritório de Patentes dos E.U.A.
15) Capturar um ou ambos os partidos políticos dos Estados Unidos.
16) Usar decisões de caráter técnico dos tribunais para enfraquecer instituições americanas de base/fundamentais, alegando que suas actividades violam os direitos civis.
17) Tomar o controle das escolas. Usá-las como centros de transmissão paras as propagandas socialista, e comunista atual. Tomar o controle de associações de professores. Inserir linha ideológica nos livros didáticos. 
18) Adquirir o controle de todos os jornais estudantis;
19) Utilizar-se de revoltas estudantis para incitar manifestações públicas contra programas e organizações que estão sob ataque comunista.
20) Infiltrar-se na imprensa. Tomar o controle da cessão de crítica literária, redação do editorial, posicionamento político.
21) Adquirir o controle de postos-chave na rádio, TV, e cinema.
22) Continuar desacreditando a cultura americana através da degradação de formas de expressão artísticas. Skousen alegou que uma célula comunista americana lhe contou: "eliminar todas as boas esculturas dos parques e prédios, substituir por estruturas: disformes, estranhas e sem sentido.
23) Controlar os críticos de arte e diretores de museus de arte.
24) Eliminar todas as leis que regulam a obscenidade, chamando-as de "censura" e violão da liberdade de expressão e liberdade de imprensa.
25) Derrubar os padrões de cultura e moralidade, promovendo pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, radio e televisão.
26) Apresentar homossexualidade, degeneração e promiscuidade como "normais, naturais, saudáveis." Skousen alegou que os comunistas procuraram incentivar aprática da
masturbação.
27) Infiltrar-se nas igrejas e substituir a religião de revelação por uma religião "social". Desacreditando a Bíblia e enfatizando a necessidade de maturidade intelectual que não necessita de uma "muleta religiosa".
28) Eliminar orações ou qualquer forma de expressão religiosa nas escolas sobre o fundamento de que viola o princípio de "separação entre igreja e estado."
29) Desacreditar a Constituição Americana, rotulando-a de inadequada, antiquada/fora de moda, fora de sintonia com as necessidades modernas, obstáculo para a cooperação entre as nações a nível mundial.
30) Desacreditar os Pais Fundadores da América. Apresenta-los como aristocratas egoístas que não tinha preocupação com o "homem comum".
31) Depreciar todas as formas de cultura americana e desencorajar o ensino de história americana sobre o fundamento de que era apenas uma pequena parte da "imagem global". Dar mais ênfase à história russa desde que os comunistas assumiram.
32) Apoiar qualquer movimento socialista para dar controle central sobre qualquer aspecto da cultura - educação, entidades sociais, programas de bem-estar, clínicas de saúde mental, etc.
33) Eliminar todas as leis ou procedimentos que interferem no funcionamento do aparelho Comunista.
34) Eliminar a Comitê de Atividades Anti-Americanas.
35) Desacreditar e finalmente desmantelar o FBI.
36) Infiltrar-se e adquirir o controle de mais sindicatos.
37) Infiltrar-se e adquirir o controle de grande negócios.
38) Transferir alguns poderes de prisão da polícia para entidades sociais. Tratar todos os problemas comportamentais como desordens psiquiátricas que ninguém senão psiquiatras podem compreender ou tratar.
39) Dominar o carreira psiquiátrica e usar as leis de saúde mental como um meio de obter controle coercitivo sobre aqueles que se opõem aos objetivos comunistas.
40) Desacreditar a família enquanto instituição. Encorajar a promiscuidade, masturbação e divórcio fácil.
41) Enfatizar a necessidade de criar os filhos longe da negativa influência dos pais. Atribuir: preconceitos, bloqueios mentais e retardo de crianças à influência supressiva dos pais.
42) Criar a impressão de que a violência e a insurreição são aspectos legítimos da tradição americana; que estudantes e grupos de interesses deveriam se levantar e "unir as forças" para resolver problemas econômicos, políticos, e sociais.
43) Derrubar todos os governos coloniais antes que as populações nativas estejam prontas para se auto-governar.
44) Internacionalizar o Canal do Panamá.
45) Revogar a "reserva" Connally para que os Estados Unidos não possam impedir que o Tribunal Internacional de Justiça interfira na jurisdição do país, em seus problemas domésticos. Dar ao Tribunal Internacional de Justiça jurisdição sobre as nações e indivíduos.



quinta-feira, janeiro 05, 2017

O perigo da distorção de palavras como ferramenta revolucionária







por Thiago Kistenmacher(*)

Uma hora antes da virada do ano eu lia as primeiras páginas de um livro que ganhei de presente, Memórias, a menina sem estrela, de Nelson Rodrigues. O trecho que me chamou muito a atenção foi escrito há exatos cinquenta anos e dizia:

“Só então percebo o monstruoso engano auditivo. Onde é que meus ouvidos estavam com a cabeça? Ah, uma incorreção acústica pode levar o sujeito a sair por aí derrubando bastilhas e decapitando marias antonietas”.

Nada mais atual. E como estamos entrando em 2017, pensei que tal frase pudesse chamar nossa atenção para um problema que tem piorado gradativamente, quer dizer, o uso distorcido e, portanto, indevido das palavras. Não há dúvidas que uma incorreção acústica, interpretativa, pode resultar em barbáries. Interpretar palavras e conceitos à luz de ideologias nefastas não passa de uma escolástica politicamente correta cuja conclusão geralmente culmina em ações extremistas. Em 2016 vimos muito disso, um fruto da divindade pós-moderna idolatrada em templos seculares.

As palavras podem não mais estarem guilhotinando marias antonietas, mas continuam espalhando o ódio, destruindo reputações e infernizando a vida daqueles que discordam dos significados atribuídos a elas pelos autoritários. Os fuzis só puderam perfurar os fuzilados porque antes dos primeiros disparos o carregador ideológico já havia sido municiado. Dito de outra forma, mais do que com qualquer outra coisa, é com palavras que a violência política e suas agressões são legitimadas. O mais superficial discernimento constata que a desvirtuação de palavras e conceitos é uma arma de grosso calibre indispensável e desde sempre disponível no paiol dos revolucionários.


Para darmos um exemplo, hoje qualquer atitude masculina pode ser entendida como machismo. É claro que a priori muita gente não é a favor de machismo algum, no entanto, é aqui que reside o problema: o que significa machismo? No meu entendimento, machismo, em suma, é ser grosseiro com a mulher, espancá-la, oprimi-la, cercear sua liberdade. Mas na percepção de uma feminista, machista é aquele que admira as curvas do corpo feminino, é aquele que não está preocupado com o sexo politicamente correto; machista é aquele que sabe dar um tapinha na hora certa, ainda que isso jamais aconteça no calor de uma discussão.

O que é ser conservador, por exemplo? A esquerda, valendo-se do discurso militante, convencerá os menos avisados que o conservadorismo não passa de uma concepção de mundo retrógrada e autoritária, ainda que boa parte dos conservadores esteja a mil anos luz do fascismo defendido pela esquerda radical. Desse modo, se um professor universitário ousar dizer que se vê como um conservador, ele estará correndo o risco de ser visto não por aquilo que defende, mas pelo que a esquerda diz que ele defende. O resultado? Suas aulas serão atormentadas e sua imagem, distorcida como as próprias palavras.

Falar que ficou com “pena” de um deficiente físico não mais significa lamentar a situação na qual se encontra seu semelhante, pois isso pode significar que você é preconceituoso, pensa ser superior e é um “capacitista”; dizer que prefere as loiras significa preconceito com as negras; dizer que prefere as negras é enxergá-las como objeto sexual; se apreciar as duas, é tarado; afirmar que gosta dos Estados Unidos não significa admirar a prosperidade e liberdade do país, quer dizer que você é um defensor do imperialismo e odeia árabes. Ser contra cotas, na visão da esquerda, é ser racista; ser racista, na imaginação dos mesmos obcecados, não é só quem odeia negros, mas quem sugere que o movimento negro possa estar repleto de sectários. Na perspectiva esquerdista e adulterada, o democrático é autoritário e o autoritário, democrático; o tolerante é chamado de fascista e o fascista visto como tolerante. Enfim, é dessa forma que a deturpação linguística prossegue sua marcha ceifando a liberdade de discurso e avançando em direção daquilo que George Orwell alertou na distopia intitulada 1984.

Se não quisermos que o autoritarismo ganhe ainda mais força agora em 2017, é necessário não só ficar de olho nas bandeiras vermelhas que tremulam nas ruas, mas também nos discursos e, principalmente, na ressignificação que as palavras sofrem quando submetidas às perversas ideologias. Nota-se a bizarrice quando até mesmo um liberal é chamado de fascista…

Se fôssemos acrescentar algo na frase de Nelson citada no início, poderíamos dizer que sim, que “uma incorreção acústica pode levar o sujeito a sair por aí derrubando bastilhas e decapitando marias antonietas” e que, além disso, a distorção das palavras frequentemente utilizada pelos sectários políticos também pode levar o sujeito a sair por aí arruinando prestígios e fixando rótulos injustos e injustificáveis em pessoas que simplesmente não concordam com eles.

Penso que tão importante quanto a atenção para com as novas paranoias ideológicas, é a atenção para com aquelas que já estão funcionando a todo vapor. Espero que em 2017 o trem esquerdista descarrile, ou que pelo menos isso aconteça com alguns de seus vagões carregados de má-fé.


(*)Thiago Kistenmacher

Thiago Kistenmacher é estudante de História na Universidade Regional de Blumenau (FURB). Tem interesse por História das Ideias, Filosofia, Literatura e tradição dos livros clássicos.